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23/07/2014

16/07/2014

15/07/2014


09/07/2014

03/07/2014

Chove…

Chove…

Mas isso que importa!,
se estou aqui abrigado nesta porta
a ouvir a chuva que cai do céu
uma melodia de silêncio
que ninguém mais ouve
senão eu?


Chove…

Mas é do destino
de quem ama
ouvir um violino
até na lama.


José Gomes Ferreira

02/07/2014

30/06/2014

Bom dia


25/06/2014


24/05/2014

Algo que já fui aprendendo


"Coisas que a vida ensina depois dos 40"

Amor não se implora, não se pede não se espera...
Amor se vive ou não.
Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para mostrar ao homem o que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
Água é um santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.
Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina.
Deus é o maior poeta de todos os tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças acerca das suas ações.
Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que abrem portas para uma vida melhor
O amor... Ah, o amor...
O amor quebra barreiras, une facções, destrói preconceitos, cura doenças...
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente..."

16/05/2014

20/04/2014

Voltar

Viver num país em vias de desenvolvimento tem as suas vantagens. E inconvenientes.
Viver longe da família, de grande parte dos amigos, da nossa terra, tem muito poucas vantagens.
É um sentimento de alegria e conforto aquele que me preenche no momento em que olho para agenda e marco a próxima viagem a casa.
Como se, no dia em que parti pela última vez tivesse absorvido todas as energias, amor e força que a minha terra e as minhas pessoas me passaram, para me preparar para mais uma batalha.
Todos esses sentimentos bons e essa força ficam guardados num lugar especial, cá dentro do peito, mas vão-se consumindo, esse lugar vai esvaziando.
E quando as reservas estão bem em baixo, pego na mala que também ficou vazia todo neste tempo, e parto.
Feliz.
Vou receber aqueles xi's coração, aqueles beijos, os sorrisos.
Vou fazer compras, encher a mala de coisas que se vão acumulando numa lista que espera pelo regresso ao 1º mundo.
Vou encher o coração.
Como quem vai dar um mergulho e enche muito o peito de ar para aguentar debaixo de água.
Com quem carrega as armas para uma luta desigual.
E depois volto, para o país onde escolhi viver.
Sem olhar para trás para resistir a desistir. Mas com a certeza que farei tudo para voltar.

25/03/2014

Be Happy


14/01/2014

5 & counting


Há datas que marcam a nossa vida para sempre.
15 de Janeiro é um desses dias. Há 5 anos atrás chegava a Angola para um “tipo” de projecto de vida que nem eu sabia bem o que era.
Por diversas razões, profissionais e pessoais, decidi correr o risco e seguir o desafio, sabendo no entanto que tinha guardado o plano V. Voltar era uma opção a qualquer momento. Mas no limite, eu que sou determinada e que luto o melhor que sei e posso para que os meus projectos e desafios deem certo, ficaria expatriada três, talvez cinco anos.
Assim, a esta altura já estaria de volta a Casa.
Casa. Voltar. Palavras que me passam pela cabeça vezes sem conta, mas que por muitas mais razões que as que me levaram a partir, estas me impedem de voltar.
Nas férias, certamente. Um dia, felizmente, em definitivo.
Por agora passei só de expatriada a emigrante.
Nestes cinco anos cresci tanto como pessoa, como nos restantes. Aprendi a dar a cara aos desafios, mesmo se por dentro estivesse destruída. Aprendi a engolir sapos do tamanho de bisontes. Perdi a capacidade de rir à gargalhada e o sorriso não faz parte de grande parte dos meus dias (vá, poupo no creme anti-rugas). Endureci. Cresceu-me uma “carapaça invisível” que muitas vezes me protege do ambiente hostil, mas que ainda é suficientemente fina para me deixar emocionar às vezes.
Sinto esta vida como uma batalha constante, na qual nunca posso baixar os braços nem as defesas. As ameaças e traições aparecem de onde se espera e de onde não se espera também.
Estes têm sido os anos mais difíceis da minha vida.
Nestes anos consegui fazer poupanças, ajudar pessoas que me são próximas, apoiar outras, fazer amigos, aprender muito (até coisas que eu preferia nunca ter aprendido).
Conheci algumas das melhores pessoas com quem já me cruzei na vida, mas também me cruzei com as piores.
Embora tenha feito amigos, são francamente menos que os amigos de quem me afastei no meu país.
Embora tenha ganho dinheiro, esse não paga os dias que deixei de estar com os Meus, nos bons momentos, nos maus momentos. Deixei de ver envelhecer as pessoas que me criaram e de ver crescer as minhas princesas e todos os sobrinhos “emprestados”.
Há opções que tomamos na vida, de que nos orgulhamos. Outras, aprendemos a sobreviver com elas.
Eu orgulho-me de ter a liberdade de escolher o rumo que tomo, de não ter deixado a vida escolher por mim, e de ter opções.
Deus devolveu-me a saúde. Acredito que me vai guiar pelo caminho certo. Só espero que nessa hora eu esteja atenta e reconheça os sinais.

28/12/2013

Decisões de Ano Novo 2013 em revisão



Excepto no primeiro ponto que não cumpri, as restantes resoluções que tinha para 2013  até que foram bem sucedidas!

11/12/2013


10/12/2013

Sonhar



"Eu tenho uma espécie de dever, dever de sonhar, de sonhar sempre, pois sendo mais do que um espectáculo de mim mesmo, eu tenho que ter o melhor espectáculo que posso.
E, assim, me construo a ouro e sedas, em salas supostas, invento palco, cenário para viver o meu sonho entre luzes brandas e músicas invisíveis."

Fernando Pessoa

05/12/2013



Se eu pudesse voar.....