
30/06/2009
25/06/2009
23/06/2009
S. João

Leve no ar flutua
Doce cheiro a manjerico
É S. João na rua
Convidando ao bailarico.
Às flores da Primavera
Vem logo o calor do Verão,
A seguir ao S. António
Vem sempre o S. João.
Já fiz à espera do sim
Promessas a São João,
P'ra que ao passares por mim
Tires os olhos do chão.
Ò meu rico São João
Relíquia do velho Porto,
Ando louco de paixão...
Dá-me um pouco de conforto!
Fiz um altar de algodão
Com muito amor e carinho,
Para albergar São João
Junto com seu borreguinho.
O meu amor foi-se embora,
Como sofre o coração!
Não sei que fazer agora,
Ajudai-me S. João.
Ó Amor dá-me os teus braços
Qu’eu dou-te o meu coração
Ando preso em abraços
Nas fogueiras de S. João
No altar do S. João
Nasceu uma cerejeira..
Quem seria o bem-ditoso
Que lhe comeu a primeira
Na noite de S. João
Diz o manjerico à Lua
Ai que pena teres raízes
Não ir passear para a rua
Perguntei ao manjerico
Que pus na minha varanda
Onde está o meu amor.
Nem ele sabe onde anda...
(Obrigada Mr. M)
17/06/2009
Descanso
10/06/2009
10 de Junho

E de repente eu faço parte desse grupo designado “comunidade portuguesa em Angola”.
Na viagem de regresso a casa ouvia na rádio um programa dedicado ao dia que se celebrava em Portugal. E questionava-me se lá na tuga fariam programas assim.
Ouviu-se música portuguesa e declamou-se poesia. O canto I dos Lusíadas não faltou.
O espectáculo da noite foi Mariza no Cine Atlântico, que tinha passado lá na rádio para uma entrevista e cantar as suas cantigas.
E eu senti-me emigrante. (Sim! Porque nos chamam de expatriados, mas somos também emigrantes.)
E senti saudades……..
28/05/2009
As voltas que a vida dá

A ligeireza com que dão palpites, como opinam sobre as nossas escolhas, como avaliam as nossas decisões. A moral com que criticam!
Quem tem tanta moral para criticar os outros, para se intrometer na vida dos outros, certamente o faz porque não tem telhados de vidro.... Será?
Lamento mas compreendo.
Foram poucas semanas mas muito boas. E no momento que mais precisei tive ao meu lado o apoio necessário.
Não dá mais? A vida continua.
“Pedras no caminho? Guardo todas. Um dia vou construir um castelo.”
23/05/2009
Animação nocturna
O primeiro instinto foi deitar-me no chão. O coração bateu mais forte, mas foi só. Dois minutos depois dormia de novo.
De manhã o segurança informou que a polícia perseguia alguém. Mas não posso dar muita importância a uma situação que é frequente por cá.
É tudo uma questão de hábito.
Há que manter a atitude positiva, tentando não estar no lugar certo na hora errada.
21/05/2009
A crise também se sente em Angola

Porque a fonte de riqueza, os recursos naturais têm nos mercados mundiais preços inferiores, as receitas que entram no país reduziram substancialmente. Vai ser revisto o orçamento em baixa, será efectuada a reprogramação dos investimentos públicos e haverá uma diminuição das despesas orçamentadas.
Todo o mundo encara os negócios com uma cautela acrescida.
Paralelamente as “verdinhas” escasseiam”. Os bancos dificultam as transferências.
O receio instala-se.
14/05/2009
Aos meus amigos....
De volta ao paraíso tropical
Quase um mês após a partida, estou de volta a este paraíso tropical que é Angola.
Sim, eu tinha saudades!
Tinha saudades:
Do sorriso das pessoas que me acolhem com um "seja bem vinda"!
Do calor.
Do meu palácio na pracinha.
Da praia.
Do Chill Out.
etc, etc, etc.
Não senti falta nenhuma:
Do trânsito.
De chegar ao supermercado e não haver aqueles produtos que em PT estão garantidos.
De querer comprar um cartão de telemóvel e estarem esgotados.
As manhãs são mais duras porque ainda não me habituei a este horário. Mas a ideia de que terei dois fins de semana prolongados à frente ajuda. Ai se ajuda.
28/04/2009
12/04/2009
Páscoa

Mas sobrou “outro meio” e aí sente-se a solidariedade, a amizade. Somos convidados a juntar-nos a grupos que não querem sentir-se sós.
Dizem que “os amigos são a família que nós escolhemos, porque a outra nos é imposta”.
E num domingo de Páscoa convivemos com a “nova família” à volta da mesa onde se encontra o pão-de-ló e as amêndoas. O strogonof não é um prato típico da época, mas estava muito bom.
A tarde é passada em redor da piscina numa conversa animada.
Estes são os dias mais difíceis. Mas sê-lo-ão de facto?
11/04/2009
Fernando Pessoa
05/04/2009
Arca de Noé

Embora já tivesse visto chover, nunca tinha andado na rua nessas alturas. Mas no sábado fui apanhada na praia e tinha que sair dali.
Não há descrição suficientemente fiel ao cenário.
Em pouco tempo todas as ruas ficaram inundadas. Sentia-me a conduzir num lago, mas o jipe não tinha remos.
Bem, lago não é a melhor comparação. A corrente era tão forte que a água fazia ondas na estrada. Mais ondas do que o mar tinha nesse dia. Qualquer carro ligeiro ficava meio submerso na água, ou antes, na lama.
O medo era entrar água no motor e o carro parar. Sentia-se a tensão no ar. O suspanse. Mas eu estava confiante. Sou optimista por natureza e achava que tudo iria correr bem. Inconsciência? Talvez….
No final cheguei sã e salva à zona alta da cidade.
Tudo ficou mais limpo neste fim de semana. Mas as ruas têm uma nova organização: o lixo, pedras, troncos, pararam noutro lugar. Há novos buracos.
Contagem decrescente

01/04/2009
Filas
Saí em trabalho poucos dias desde que estou cá.
Hoje foi um deles. Fui visitar uma loja do grupo nos arredores. Deve estar a 10/15km do centro da cidade. Demorei uma hora e meia a chegar lá, e mais de 2 horas a regressar.
Nessas viagens, no tempo que estamos parados no trânsito, se prestarmos um pouco de atenção, percebemos um pouco da vida agitada de Luanda. Divirto-me a ver as “montras ambulantes” que se escapam por entre os carros.
Antes também aproveitava para pôr a conversa em dia com as amigas, mas isso passou a ser proibido a partir de 1 de Abril.
E a princesa hoje que se lembra de fazer?
Pintar as unhas, está-se mesmo a ver. Aproveitar o tempo livre!
28/03/2009
Adiar a partida

24/03/2009
Bendito seja quem inventou o descanso
É uma pena que visitas importantes não sejam mais frequentes.
Será que o Dalai Lama gostava de visitar Angola?
19/03/2009
Sua santidade O Papa II
"Cerca de 22 milhões de pessoas estão infectadas na África Subsaariana, onde morrem três quartos das vítimas de SIDA no mundo inteiro."
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