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04/09/2014
14/01/2014
5 & counting
Há datas que marcam a nossa vida para sempre.
15 de Janeiro é um desses dias. Há 5 anos atrás chegava a
Angola para um “tipo” de projecto de vida que nem eu sabia bem o que era.
Por diversas razões, profissionais e pessoais, decidi correr
o risco e seguir o desafio, sabendo no entanto que tinha guardado o plano V.
Voltar era uma opção a qualquer momento. Mas no limite, eu que sou determinada
e que luto o melhor que sei e posso para que os meus projectos e desafios deem
certo, ficaria expatriada três, talvez cinco anos.
Assim, a esta altura já estaria de volta a Casa.
Casa. Voltar. Palavras que me passam pela cabeça vezes sem
conta, mas que por muitas mais razões que as que me levaram a partir, estas me
impedem de voltar.
Nas férias, certamente. Um dia, felizmente, em definitivo.
Por agora passei só de expatriada a emigrante.
Nestes cinco anos cresci tanto como pessoa, como nos
restantes. Aprendi a dar a cara aos desafios, mesmo se por dentro estivesse
destruída. Aprendi a engolir sapos do tamanho de bisontes. Perdi a capacidade
de rir à gargalhada e o sorriso não faz parte de grande parte dos meus dias
(vá, poupo no creme anti-rugas). Endureci. Cresceu-me uma “carapaça invisível”
que muitas vezes me protege do ambiente hostil, mas que ainda é suficientemente
fina para me deixar emocionar às vezes.
Sinto esta vida como uma batalha constante, na qual nunca
posso baixar os braços nem as defesas. As ameaças e traições aparecem de onde
se espera e de onde não se espera também.
Estes têm sido os anos mais difíceis da minha vida.
Nestes anos consegui fazer poupanças, ajudar pessoas que me
são próximas, apoiar outras, fazer amigos, aprender muito (até coisas que eu
preferia nunca ter aprendido).
Conheci algumas das melhores pessoas com quem já me cruzei
na vida, mas também me cruzei com as piores. Embora tenha feito amigos, são francamente menos que os amigos de quem me afastei no meu país.
Embora tenha ganho dinheiro, esse não paga os dias que deixei de estar com os Meus, nos bons momentos, nos maus momentos. Deixei de ver envelhecer as pessoas que me criaram e de ver crescer as minhas princesas e todos os sobrinhos “emprestados”.
Há opções que tomamos na vida, de que nos orgulhamos. Outras, aprendemos a sobreviver com elas.
Eu orgulho-me de ter a liberdade de escolher o rumo que tomo, de não ter deixado a vida escolher por mim, e de ter opções.
Deus devolveu-me a saúde. Acredito que me vai guiar pelo caminho certo. Só espero que nessa hora eu esteja atenta e reconheça os sinais.
26/12/2013
Natal estragado
Nas minhas memórias de Natais anteriores conto alguns vestida de pijama.
Porque o frio sempre foi meu inimigo e muitas vezes me estragava os planos, obrigando-me a um resguardo especial nesta quadra festiva.
Mas o top foi este ano.
Uma virose ou gastroentrite ou desinteria (ou outros nomes menos delicados) atacou toda a família na semana que antecedeu o Natal.
E eu feliz da vida, que afinal estava a ser muito resistente e aquilo não me estava a atacar. Eu que tenho o sistema imunitário mais foleiro que conheço!
Mas estava completamente enganada. O "bicho" andava a incubar e a preparar das dele para a data certa.
Dia 22 à tarde já me senti mal, enjoada.... À noite já me estava a desintegrar. E daí para a frente foisempre a piorar. Era ver a maior parte da família a fugir para não apanhar a mesma maleita.
O dia de consoada foi passado a chá, canja e arroz cozido com frango.
A missa do galo não notou a minha ausência porque o galo veio para a minha testa numa hora qualquer em que desmaiei.
No dia de Natal, a LOUCURA, arroz e bacalhau cozido. Um manjar.
Doces nem vê-los.
Devo ter sido das poucas pessoas que perdeu peso considerável este Natal.
Eu e a minha mãezinha, que Deus a conserve muitos anos que o que ela já me aturou e aguentou, já tem o Céu garantido, mas eu ainda preciso muito dela.
E presentes?
Fizemos troca de presentes com as manitas desinfectadas com álcool. Mas só com os familiares que já tinham passado pela bicheza, porque os restantes mandaram os presentes que é época de muito trabalho e não podem ficar doentes agora.
Ora eu já conto com, pelo menos, 7 dias de cama nestas férias.
Será que ainda me queixo muito de viver em Angola?
09/12/2013
26/11/2013
Almost Christmas
Já na contagem decrescente para as férias.
Preciso muito de sair daqui e descansar. Mas não é o Natal que eu queria agora.
Desde que me mudei para o sul do Equador que ano após ano sinto fugir-me o "espírito natalício".
Acho mesmo que deixei de gostar do Natal.
Adoro a minha família e esta é uma festa da família. Mas a pressão do consumismo e umas "coisitas" mais, fizeram-me perder a alegria da chegada desta festa.
Espero, acredito, que um dia vou recuperar.
09/09/2013
30/08/2013
28/08/2013
26/07/2013
20/07/2013
Meu Deus como o tempo passa
Foi "ontem" que a minha mana ficou grávida pela primeira vez.
Foi "ontem" que depois de refeitos do choque ficamos felizes e recebemos a M cheios de amor.
Que lutamos por ela e passamos alguns dos piores dias da nossa vida.
E a vimos crescer, mimamos até a estragar.
De repente é uma senhorinha.
Que já é dona da razão e se afasta os mimos.
Já faz festas de pijama com as amigas e vai para a Universidade de Verão sozinha.
Não estou preparada para a fase seguinte!
Foi "ontem" que depois de refeitos do choque ficamos felizes e recebemos a M cheios de amor.
Que lutamos por ela e passamos alguns dos piores dias da nossa vida.
E a vimos crescer, mimamos até a estragar.
De repente é uma senhorinha.
Que já é dona da razão e se afasta os mimos.
Já faz festas de pijama com as amigas e vai para a Universidade de Verão sozinha.
Não estou preparada para a fase seguinte!
31/05/2013
05/05/2013
As mães da minha vida
Na minha família somos privilegiados.
Por diversas razões, entre as quais as fantásticas mulheres que foram e são as mães da famílias.
Conheci uma bisavó guerreira, que criou 4 homens com H grande. Que ajudou a família nos negócios e ajudou a criar netos e bisnetos.
Tive uma avó lutadora, mais forte e valente que muitos homens. Que aguentou uma vida dura como filha, a quem não deram oportunidade de estudar pelo facto de ser mulher. Criou à volta dela uma das famílias mais unidas que conheço, 2 Homens e 2 Mulheres com um espiríto trabalhador, lutador , de respeito, de que me orgulho.
Para sempre levarei comigo muitos dos conselhos que ela me deu e os bons momentos que passamos juntas. Porque também ela tomou conta e educou os netos.
E aturou o meu avô (que é uma tarefa bem dificil).
A minha mãe é um orgulho. A mãe que qualquer pessoa quer ter.
Amiga, companheira.
Ela está sempre disponível para as filhas ( e é um pouco mãe de alguns primos, tios e até do meu pai). No fundo ela toma um pouco conta de todos nós. É a pessoa que sempre sabemos que está lá para nós. E é tão bom.
Fico muito feliz que as netas dela tenham a sorte de ser um pouquinho filhas dela também.
E a minha irmã, a mamã mais recente. Que foi obrigada a ser adulta precocemente, por ser mãe também, que "cresceu" muito, tem uma família linda, e tem agora a oportunidade de desfrutar maternidade de uma outra forma.
Parabéns a todas. São umas heroínas. As minhas.
Saudades.....
Por diversas razões, entre as quais as fantásticas mulheres que foram e são as mães da famílias.
Conheci uma bisavó guerreira, que criou 4 homens com H grande. Que ajudou a família nos negócios e ajudou a criar netos e bisnetos.
Tive uma avó lutadora, mais forte e valente que muitos homens. Que aguentou uma vida dura como filha, a quem não deram oportunidade de estudar pelo facto de ser mulher. Criou à volta dela uma das famílias mais unidas que conheço, 2 Homens e 2 Mulheres com um espiríto trabalhador, lutador , de respeito, de que me orgulho.
Para sempre levarei comigo muitos dos conselhos que ela me deu e os bons momentos que passamos juntas. Porque também ela tomou conta e educou os netos.
E aturou o meu avô (que é uma tarefa bem dificil).
A minha mãe é um orgulho. A mãe que qualquer pessoa quer ter.
Amiga, companheira.
Ela está sempre disponível para as filhas ( e é um pouco mãe de alguns primos, tios e até do meu pai). No fundo ela toma um pouco conta de todos nós. É a pessoa que sempre sabemos que está lá para nós. E é tão bom.
Fico muito feliz que as netas dela tenham a sorte de ser um pouquinho filhas dela também.
E a minha irmã, a mamã mais recente. Que foi obrigada a ser adulta precocemente, por ser mãe também, que "cresceu" muito, tem uma família linda, e tem agora a oportunidade de desfrutar maternidade de uma outra forma.
Parabéns a todas. São umas heroínas. As minhas.
Saudades.....
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