22/10/2009

Coisas da vida


A vida não é justa, em geral.
Há medida que vou ficando mais velha e ganhando mais experiência de vida vou-me apercebendo de com as pessoas são falsas, de como usam as outras. Enquanto lhes serves os propósitos, és bestial. Mas a fronteira para passar de bestial a besta é tão ténue...
Isto acontece em diversas áreas da nossa vida. Mas na área profissional a frequência é muita.
Diz-se que “nas costas dos outros vemos as nossas”. E isso, sem nos apercebermos, vai condicionando a nossa personalidade, as nossas decisões, as nossas atitudes. E nem sempre para melhor.
Costumo dizer que há medida que fico mais velha me vou tornando pior pessoa. Vou perdendo a inocência. Embora uma parte tente sempre manter, apesar de saber que posso ser enganada, usada. Mas é essa “inocência” que muitas vezes me faz acreditar que é possível. E eu tenho que acreditar, ter esperança, objectivos e entregar-me para ser Feliz.
Tudo isto porque tenho (tive e espero, apesar de tudo, manter) um amigo que está a passar um período difícil. Porque não é perfeito e se calhar se acumudou a uma situação que não devia. Mas que apesar disso merece alguma consideração por quem se está a aproveitar da sua fragilidade neste momento, para fazer dele um incompetente, desleixado e mau profissional. E por quem, apesar de poder ter defeitos a apontar, teria o dever moral de preservar pelo menos a imagem dele.
Eu que sou um cubo de gelo nuns dias, mas um coração de manteiga nos outros, fiquei com o coração apertadinho ao falar com ele. Acima de tudo porque há coisas que não se fazem. E não devemos fazer aos outros o que não gostariamos que fizessem a nós.

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